Livro Robinson Crusoé de Daniel Defoe: conheça tudo!

“Robinson Crusoé” é um dos clássicos mais citados quando o assunto é sobrevivência numa ilha deserta. Matt Damon, você chegou depois desse cara.

Também carrega muitas dúvidas. Entre versões resumidas na escola, adaptações no cinema e detalhes que costumam se perder pelo caminho, há muitas discurssões sobre desfechos de Robinson Crusoé.

Reunimos até algumas perguntinhas que mais aparecem sobre ele, com respostas diretas: quem escreveu, do que se trata, se é baseado numa história real e por que ele é tratado como um marco da literatura até hoje.

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Quem foi Daniel Defoe?

Daniel Defoe (1660–1731) foi um escritor, jornalista e comerciante inglês, considerado por muitos historiadores da literatura um dos pais do romance moderno em língua inglesa.

Antes de virar romancista, Defoe teve uma vida comercial instável. Acumulando dívidas e mudando de ramo várias vezes, tem experiência que aparece refletida na obsessão de seus personagens por dinheiro, propriedade e ascensão social.

Ele só publicou “Robinson Crusoé” aos 59 anos. Já depois de décadas trabalhando como panfletista político e jornalista.

Ainda assim, escreveu mais de 300 obras ao longo da vida, entre romances, ensaios e artigos, e é autor também de “Moll Flanders”, outro clássico sobre ascensão social na Inglaterra do século 18.

Resumo do livro Robinson Crusoé

Robinson Crusoé é um jovem inglês que, contra a vontade da família, decide abandonar a vida estável em terra firme para se aventurar pelo mar. Tudo para ir trás de fortuna e experiências novas.

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Depois de anos entre viagens comerciais, aprisionamento e negócios no exterior, ele embarca numa expedição que termina em naufrágio. E ele se torna o único sobrevivente, encalhado numa ilha desabitada.

A partir daí, o livro narra em detalhes sua rotina de sobrevivência: construção de abrigo, cultivo de alimento, criação de animais e a organização metódica de tudo que consegue resgatar do navio naufragado.

Depois de quase três décadas isolado

Ele resgata um nativo de um grupo que praticava rituais de canibalismo e o batiza de Sexta-Feira, transformando-o em companheiro.

E, sob a ótica da época, em subordinado. Pouco depois, um navio inglês finalmente o resgata e ele retorna à civilização.

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Robinson Crusoé é baseado numa história real?

Sim, ao menos parcialmente. Defoe se inspirou na história real do marinheiro escocês Alexander Selkirk, que em 1704 foi deixado propositalmente numa ilha do arquipélago de Juan Fernández, no Chile, após uma discussão com o capitão de seu navio.

Selkirk viveu sozinho por cerca de quatro anos, sem nenhum “Sexta-Feira” para companhia. Apenas cabras e gatos selvagens, até ser resgatado por outro navio britânico em 1709.

Defoe conheceu o relato de Selkirk através de livros e reportagens da época e usou essa história real como ponto de partida, mas mudou o cenário para o Caribe e estendeu bastante o tempo de isolamento do personagem fictício.

Quantos anos Robinson Crusoé ficou na ilha?

Na ficção, Crusoé passa 28 anos na ilha antes de ser resgatado. Bem mais tempo que os quatro anos que Alexander Selkirk, a inspiração real da história, passou isolado.

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Esse tempo estendido é o que permite ao livro mostrar uma evolução mais completa: da sobrevivência mais desesperadora dos primeiros meses até a rotina quase autossuficiente que Crusoé constrói nos anos seguintes.

Por que Robinson Crusoé é considerado o primeiro romance moderno?

O livro é apontado por críticos como um marco porque narra, em primeira pessoa e com riqueza de detalhes cotidianos, a experiência de um indivíduo comum.

Não de reis, nobres ou heróis mitológicos, como era mais comum até então. Detalhe bem interessante, não é?

Esse formato realista, focado na psicologia e nas escolhas práticas de um único personagem, influenciou diretamente o desenvolvimento do romance como gênero literário nos séculos seguintes.

O livro também deu origem a um subgênero inteiro, conhecido como “robinsonada”: histórias de sobrevivência e isolamento inspiradas diretamente na estrutura criada por Defoe.

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Vale a pena ler Robinson Crusoé hoje?

Vale, tanto pelo valor histórico, entender a origem de um gênero que segue vivo até hoje, quanto pela leitura em si. Que ainda funciona como aventura de sobrevivência envolvente mesmo depois de mais de 300 anos.

Também é uma leitura interessante para quem gosta de analisar clássicos com olhar crítico: o livro expõe, sem filtro, a mentalidade colonialista da Europa do século 18, especialmente na relação entre Crusoé e Sexta-Feira, algo bastante discutido pela crítica literária atual.

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