O último poema escrito por Byron: não leia se fazes aniversário hoje

O último poema escrito por Byron convida-te a uma reflexão bem forte. Nada de novo sobre as escritos do Lord, não é? Mas esse carrega um alerta logo em sepu título.

Estando presente no livro Poemas, edição de bolso da editora Hedra, ele é assinado como sendo o último escrito do autor. Belíssimo, traz algo tremendo sobre o tempo e o fim da vida.

Leia com cautela e o ame quantas vezes mais for possível – porque sempre é.

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Neste dia eu completo trinta e seis anos* – Lord Byron

Missolonghi, 22 de janeiro de 1824.

Meu coração já é tempo de não comover-se,
Pois outros já cessei de emocionar;
Mas, embora eu não possa ser amado,
Que possa ainda amar!

Do amor foram-se as flores, mais os frutos;
De folha amarelada os dias meus estão;
O verme, a praga e a dor Meus somente é que são!

A chama que em meu peito faz despojos
Como ilha de vulcão é solitária;
Nenhuma tocha é acesa no seu fogo
— De pira funerária!

Medo, e esperança, e inquietação do ciúme, a augusta
Porção da mágoa e do poder do amor
Não podem compartir, mas carregar
Dos ferros o rigor.

Mas não é assim — e não é aqui, nem mesmo agora
Que essas ideias deveriam me agitar,
Quando a glória recobre o féretro do herói
Ou vem-lhe a fronte ornar.

Bandeira, e espada, e campo de batalha,
A giorla e a Grécia, vede-os em redor de mim!
O espartano, levado sobre o escudo,
Não era livre assim.

*Assinala-se que foi o último poema escrito por Byron.

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