Esse poema de Hilda Hilst com toda certeza foi uma das coisas mais linda que já li. Em seu livro Da Poesia, fiquei literalmente aos prantos no meio da rua por me tocar profundamente.
Hilda consegue captar coisas suas de forma corriqueira. Como quem escreve uma lista de compras para o final da tarde de hoje, entende? Com completa naturalidade.
Espero que, ao ler, você leitor, consiga exprimir uma versão da qual ela exprimiu intimamente quando o escreveu. Porque de mim ela fez renovar esperança do sumo do vazio que me tomava a vida. Leia!
Existe sempre o mar sepultando pássaros renovando soluços rompendo gestos.
Existe sempre uma partida começando em ti tomando forma e sumindo contigo.
Existe sempre um amigo perdido um encontro desfeito e ameaços de pranto na retina.
Existe um canto de glória iniciado nunca
mas guardado no meu peito dissolvendo a memória.
E além da canção incontida do teu amor ausente além da irrevelada amargura desta espera
existe sempre a terra desfazendo
as vontades primeiras de Existir.
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