Poesia Papoulas em julho de Sylvia Plath é profunda demais

Se você, assim como nós, apreciamos uma bela poesia, vai amar esse texto. Curta e tocante, Papoulas em julho de Sylvia Plath vai conseguir trazer um aperto delicioso em seu peito.

A autora de A redoma de vidro consegue trazer sentimentos que só ela é capaz com suas palavras. Escrevendo Poesia Olmo, também presente no seu livro Poesia Reunida, ela perfura rapidamente.

E com Papoulas em julho não vai ser diferente. Sinta a profundidade dessa maravilhosa poesia. Seja no começo, meio ou fim do dia, você poderá não ser o mesmo depois de fazer essa leitura.

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Poesia Papoulas em julho de de Sylvia Plath

Pequenas papoulas, pequenas chamas do inferno, Não fazem mal algum?

Vocês vibram.

Não consigo tocá-las.

Meto a mão nas chamas. Nada queima.

Fico exausta de observá-las,

Vibrantes, enrugadas, de um vermelho vivo: uma boca.

Uma boca que sangrou.

Pequenas saias sangrentas!

Não consigo tocar nos vapores.

Cadê seus ópios, cápsulas repulsivas?

Se eu pudesse sangrar ou dormir! –

Se minha boca se juntasse a um ferimento desses…..!

Ou seus licores entrassem em mim, nessa cápsula de vidro,

Trazendo calmaria e torpor.

Mas sem cor. Nenhuma cor.

Gostou essa? Você vai amar ➔ Poema Ariel de Sylvia Plath

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