resenha do livro verity
Eu poderia começar dizendo que li Verity da Colleen Hoover em praticamente 2 dias e fim, acabar por aqui. Só que o livro possui uma mistura de gêneros tão grande, que vale mais a pena falar um pouquinho.
Se você é uma pessoa que curte um daqueles romances que te pegam no começo e não te deixar largar até as últimas palavras, pode ser pra você. Mas calma.
Esse com certeza é o melhor livro que já li nessa linha. Só que você também tem que gostar de um pouquinho mais de outros gêneros para poder devorar ele assim.
É bem provável que, assim como eu, você também já deve ter ouvido falar de quando Verity é um livro sombrio. Costumo falar que essa mulher é tão genial justamente por isso. CoHo é única!
A história que começa com um momento bem trágico te começar a ler as primeiras páginas dele já mergulhando em momentos que pedem um significado mais intrínseco do que ele aparenta ser.
Em um momento possivelmente fora da curva de sua vida, para uma escritora que estava prestes a sair do fundo do poço, o dia começou completamente horrendo. Talvez nem esperasse um dia tão bom.
Só que, coberta de sangue diante de um acidente trágico aparentemente só pra ela, se ver com um completo desconhecido trancafiado em um banheiro de cafeteria também não melhora nada.
Mas quando do nada Lowen Ashleigh consegue ter uma oportunidade para sair de seus problemas, é aí que tudo começa de verdade. E única verdade desse livro é que você jamais conseguirá se prender a ela.
Colleen Hoover consegue criar personagens complexos e tridimensionais que prendem o leitor não só pela curiosidade, mas também pelos questionamentos constantes que sempre se mantêm em aberto.
É praticamente impossível não ficar preso até o final do livro e querer devorar em horas porque o sentimento é: por que ele/ela é assim?
É justamente isso que fazem os personagens de Verity serem tão bons. O nó mental que Verity causa em Lauren e todos os questionamentos sobre quem realmente Jeremy é, tudo se prende e não entedia.
Lowen é a protagonista que se encontra em um turbilhão emocional e psicológico ao aceitar o trabalho de terminar a série de Verity Crawford. Não podia fazer nada além, era o que tinha.
A vulnerabilidade dela estava tão grande que só lhe restou determinação para sobreviver. E essa falta de escolha e medo traz uma evolução sensacional de se acompanhar.
Jeremy Crawford
Jeremy é um enigma que contribui significativamente para a tensão da história. E acho que dizer apenas isso, “um enigma”, resume bem demais o cara. Ambíguo, apaixonante e sem respostas.
Dividido entre um livro muito odiado e muito amado, todos os estremos são carregados das histórias sombrias que uma escritora aparentemente maluca colocou sua vida.
E caindo de paraquedas nela, Lowen não conseguirá viver consigo mesma até descobrir a verdade que há por trás de uma mulher doente que aparentemente jamais tornará a viver como era antes.
Quem seria Verity Crawford de verdade? Como aquela mulher de fato chegou a ficar do jeito que está? E acima de tudo, como viver profissionalmente no meio de um terror psicótico sem querer encontrar respostas?
É exatamente assim que você vai ficar quando acompanhar cada página da história da Lowen em seu novo trabalho como escritora. Alerta de spoiler: você terminará o livro tão chocada quanto ela estava no começo dessa ficção.
Desde que foi confirmado a adaptação do livro, os leitores estão levantando quem seria a atriz perfeita para Verity. E sendo sincera, li o livro até o fim pensando em Cate Blanchett. Não pensei em outra.
Quando pedi a opinião do ChatGPT, ele citou:
E pensar em Jessica Chastain loiríssima também seria sensacional. Mas como bons brasileiros, nos amigos leitores até citaram a Alinne Moraes como o papel perfeito. O que acha?
As cenas gráficas são pesadas demais. Que o livro fala sobre abuso emocional, violência, aborto e morte, com certeza você jṕa deve saber disso. Mas é a intensidade da coisa.
CoHo consegue descrever de forma absurda coisas horríveis. Até deixamos o trecho mais perturbador de Verity de tanto serem questionados por leitores interessados em começar a ler o livro.
É para fãs de suspense e para quem tem estômago, ok?
Repito: meu gosto. Ele possui tantos momentos quentes entre a mulher e seu marido, que quem não gosta desse exagero aí – no caso eu mesma -, passa a fazer aquela leitura “por cima” para chegar onde importa.
O que entendi é que, a escritora lá – a Hoover também hahaha -, queria que quem quer que fosse ler o seu manuscrito, se apaixonasse pelo homem que estava ali. Pro lado da Hoover, acho que quem tá lendo também, só pode.
As cenas do filme Verity estão correndo soltas! Se você já leu o livro Verity…
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