Poema sobre ilusão de Hilda Hilst merece ser apreciado
Se você, assim como nós, ama refletir nas palavras, esse poema sobre ilusão de Hilda Hilst é um achado. Impossível ler ele todo e amar só um pouquinho.
Como não poderia ser diferente de todas as suas obras, desejamos compartilhar como um presente para quem ama ler. Seu dia se tornar ainda mais belo.
E quem sabe, até mesmo a sua vida mais graciosa. Leia esse poema da Hilda Hilst e se apaixone mais!

Poema sobre ilusão de Hilda Hilst
De tanto te pensar, sem nome, me veio a ilusão, a mesma ilusão
Da égua que sorve a água pensando sorver a lua.
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, Sem Nome, tenho nada
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e de abismos
Acredito ter carne e vadiar
Ao redor dos teus cimos.
De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho patas e focinho.
Do muito desejar altura e eternidade
Me vem a fantasia de que Existo e Sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua n’água.
Esse poema de Hilda Hilst é um pedacinho que está no seu livro “Sobre a tua grande face”.

