Poema Balada do rei das sereias de Manuel Bandeira é LINDO

O poema Balada do rei das sereias de Manuel Bandeira é um curto poema encontrado no livro “Estrela da Vida Inteira” do próprio autor.

O seu grande defeito é ser um poema curto, porque… que tamanha beleza! Manuel consegue mostrar em pequenos trechos como pode ser tocante uma história impecável.

E como não podia ser diferente, um poema de Manuel Bandeira sempre é uma preciosidade a ser lida no meio do dia. Aprecie ela a seguir!

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Balada do rei das sereias – Manuel Bandeira

O rei atirou
Seu anel ao mar
E disse às sereias:
– Ide-o lá buscar,
Que se o não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
Foram as sereias,
Não tardou, voltaram
Com o perdido anel.
Maldito o capricho
De rei tão cruel!

O rei atirou
Grãos de arroz ao mar
E disse às sereias:
— Ide-os lá buscar,
Que se os não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
Foram as sereias,
Não tardou, voltaram,
Não faltava um grão.
Maldito o capricho
Do mau coração!

O rei atirou
Sua filha ao mar
E disse às sereias:
– Ide-a lá buscar,
Que se a não trouxerdes,
Virareis espuma Das ondas do mar!

Foram as sereias…
Quem as viu voltar?…
Não voltaram nunca!
Viraram espuma Das ondas do mar.

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Boa leitura!

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